15/06/2018

11 [ RESENHA ] Guerra à Ruína

Título: Guerra à Ruína
Autor: Jonas de S. Martins
Editora: Livro autopublicado
Páginas: 588
Estrelas: 5/5
Graças ao avanço tecnológico, finalmente corajosos desbravadores puderam explorar, pela primeira vez, o extremo norte do planeta de Asatna, mas o que descobriram naquele continente até então pensado como apenas um ermo e vazio bloco de gelo, foi um novo e poderoso recurso mágico, de energia aparentemente ilimitada, que jogaria, pela primeira vez na história, todo o mundo de Asatna e seus países e continentes numa acalorada disputa pelo valiosíssimo e finito recurso.No caos da guerra que então rege o mundo, três homens em posições bastante distintas, Octávio, Álex e Azai, seguem com seus próprios objetivos e decisões, enfrentando as próprias batalhas, encarando verdades obscuras e fazendo descobertas que mudarão com suas vidas para sempre, sem saber, porém, que suas ações ditarão também com o destino de seus países, da guerra, do futuro e de toda a Asatna.


“O que vira lá foi ainda mais súbito e impensável que a floresta em si ou a pirâmide incontáveis vezes mais aterrorizador. Com milhares de vezes o tamanho de qualquer gigante, colossal, ele fitava o rapaz com o seu olhar vazio, descasando em seu trono de pedra, uma montanha sob um deus.”

No mundo de Asatna vivem não apenas os humanos, mas também seres de todas as espécies que conhecemos em histórias de fantasia, são eles: vampiros, fantasmas, fadas, harpias, ogros, gigantes e muitos outros. Asatna é dividida entre os países: Nova Crasíria, Namória, Horac, Thirlundia, Thir, Crát, Alon, Mun Nhir, Zuul e Qholo. Houve um tempo em que todos esses países estavam em constante guerra uns contra os outros, cujas histórias sobre batalhas, heroísmos e sacrifícios são lembradas até hoje pelos líderes de cada país e seus habitantes. Com o passar dos anos, eles conseguiram manter a paz desde que cada um ficasse em seu próprio território, desenvolvendo ciência, tecnologia, magia e comércio, que eram os principais recursos de cada país. 
 
Em uma expedição a mando do líder de Horac com o objetivo de explorar um local ao extremo norte do Planeta, um capitão e seus marinheiros passam por uma longa jornada em direção ao Continente sem Nome, um local nunca antes habitado, cuja viagem trouxe muitas aventuras, perigos e até mesmo mortes, mas que no fim, deu-se lugar a glória. Pois além dos tripulantes terem visto coisas nunca antes vistas por nenhum outro ser, eles descobrem a magia em sua própria manifestação física, ou seja, um recurso de energia mágica infinita chamada de Ruína.

“Relutante, mas impulsionado pelos mesmos instintos que o fizera embarcar naquela viajem, que o fizeram adiantar-se naquela floresta surreal, os instintos habitantes dentro do coraçãode cada pessoa, que levaram exploradores e descobrirem novas ilhas e continentes e conquistadores a levarem seus exércitos a vitória, o rapaz pôs-se a subir degrau por degrau, instigado pela curiosidade, sedento de reconhecimento, riqueza glória e poder.”

Com a notícia de que a Ruína fora descoberta e que poderia transmitir uma infinidade de melhorias e desenvolvimento mágico para o país que o obtivesse, uma reunião entre todas as nações é solicitada, para que num debate entre os líderes mundiais, possa ser decidido como será dividido este recurso tão poderoso.  

Contudo, Nova Crasíria, Namória, e Crát, não possuíam boas relações uns com os outros por conta da guerra, que apesar dos anos, parecia muito recente em suas mentes. Mas o problema se agrava quando Horac, o país que havia descoberto a Ruína, não estava disposto a dividir o recurso em grande quantidade entre os outros países. Era uma disputa, mas não em prol do bem do povo, e sim, apenas para o benefício próprio de seus líderes. Com isso, o desentendimento entre os líderes de Crát, Nova Crasíria e Namória, se intensifica, dando lugar a uma insatisfação crescente e o surgimento de lados distintos na disputa pelo recurso mágico. A Guerra à Ruína se inicia, e com isso, o surgimento dos heróis.


 Octávio de Pesos é um vampiro muito ambicioso do país de Nova Crasíria, e mesmo sendo Membro da Assembleia, ele queria muito mais do que apenas supervisionar e gerenciar órgãos e bens públicos. Seu desejo era estar no meio dos políticos do Senado, participando da decisão junto dos Senadores em relação à Ruina e no que seria benéfico para o futuro da nação.  

 Álex Calibrium além de ser um fantasma, também era um estudante do Grêmio (uma escola localizada numa Ilha no país de Nova Crasíria, onde os alunos chamados de Talentosos, possuíam o dom da magia e desenvolviam seus poderes desde a alquimia à criação de monstros, chamados de marionetes, onde eles poderiam controlá-los). Álex sempre ouvia e lia histórias sobre grandes heróis e magos poderosos que lutaram em prol do povo. Com isso, ele sonhava em ter a chance de um dia fazer o mesmo pelo seu povo.

Por último, mas não menos importante, temos Azai Calian, do país de Namória. Azai não era apenas um humano de 44 anos, mas também era o soldado mais habilidoso que o exército namoriano já teve. Chamado de Maioral-Mor, Azi era rígido, um grande estrategista e um líder destemido e estimado por seus homens, liderando missões a serviço do Rei.    
Os três personagens principais não poderiam ser mais diferentes uns dos outros, e ao longo das suas jornadas individuais, a Guerra mudará suas vidas de uma maneira bem intensa. Mas também despertará neles o desejo de fazer o que é certo.

“— Para começo de conversa, por que essa guerra começou? — Perguntou o goblin.— Por conta de injustiças e muitas outras coisas, Iandro. — "Pelo mesmo motivo que todas as outras guerras, garoto: por dinheiro e poder. Esta é uma disputa que decidira o futuro das nações, aqueles que conseguirem pôr as mãos na Ruína se tornarão os novos donos do mundo, terão o mercado, indústria, tecnologia, magia e poderio militar mais avançados e bem desenvolvidos do mundo, a ascensão a um futuro brilhante ou a queda e submissão, uma guerra à Ruína". — Mas, tantas pessoas tem morrido...! — Sim. — Tornou a concordar o vampiro. "Sacrifícios necessários ao progresso", pensou, ao mesmo tempo lembrando-se das cenas que vira no vilarejo anterior, sentindo o jantar querendo sair para fora. "É vital que vencemos esta guerra, qualquer que seja o preço a se pagar. E para isso precisamos de Fernando". — Agora, vamos dormir. Amanhã será um longo dia.”


Em uma luta para ter em mãos a Ruína, cada país entrará em guerra um contra o outro, onde batalhas serão travadas, assim como a morte brutal, cruel e violentas de muitos seres inocentes por conta da ambição dos líderes de cada nação, cujo objetivo é apenas vencer a guerra, não importa o preço que seus povos terão que pagar.

Eu confesso que nunca vi tantos seres fantásticos em um só livro haha, mas é por isso que fantasia é um dos meus gêneros preferidos. Narrado em terceira pessoa, focando na trajetória de Octávio, Álex e Azai, a escrita do autor torna-se tão envolvente, que em poucas páginas eu já estava conectada aos três personagens e torcendo por eles e suas causas. As cenas de batalha estão cheias de tensão, tanto que até prendi o fôlego em alguns momentos haha.

A história está muito bem construída, pois o autor não se preocupou apenas com a parte épica, mas também com as questões políticas de cada nação, assim como o desenvolvimento dos personagens. Principalmente porque no início, cada um deles possuía um desejo egoísta, mas que ao longo dos acontecimentos, eles percebem que o que realmente importava era o futuro de seus países. Irei parar por aqui para não dar spoiler para vocês haha.    

Indico esse livro não apenas aos amantes de fantasia, com uma boa pitada de aventura, drama e até mesmo um pouquinho de romance. Mas também aqueles leitores que gostariam de se aventurar nessa história. Vale a pena conferir!
  
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11 comentários:

  1. Oi Jenny tudo bem?
    Nossa eu fiquei perdida com essa história por conta da quantidade de personagens. Amo fantasia, mas isso me assusta um pouco pq nem sempre o autor/autora consegue trabalhar todos e manter o ritmo. Mas terei que ler pra saber, né? hahaha Sua resenha me deixou super curiosa <3

    Sai da Minha Lente

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  2. Que livro interessante! Eu ainda não conhecia e curti bastante a dica, a premissa me deixou bem curiosa e espero poder realizar a leitura em breve.

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  3. Oi Jenny, eu gosto de fantasias que misturam humanos e seres como vampiro, fadas e afins. Interessante a autora ter estruturado bem os personagens e países em que vivem. É bem grande, mas se for bom como tu diz, vale a pena. Dica anotada.
    Bjos
    Vivi
    http://duaslivreiras.blogspot.com/

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  4. Olá, gostei conhecer esse livro pelo seu post, especialmente por ter achado super interessante termos tantos seres fantásticos em uma só obra, a trama também com essa disputa pela Ruína me pareceu bem legal de se ler.

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  5. Oiii Jenny

    Deve ser um livro bem dificil de se escrever pois focar na parte politica, na questão do mundo criado em si e também em tantos personagens diversificados deve exigir bastante criatividade. Achei a dica bem legal, não conhecia ainda e olha que amo fantasia.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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  6. Jenny, fiquei impressionada com o trabalho que o autor deve ter tido para criar uma trama com tantos seres fantásticos, fiquei muito curiosa para saber mais. A ruína disputada por todos e que pode até levar ao extermínio deles por ser um objeto de desejo me fez lembrar urânio um dos principais elementos da bomba atômica e as grandes potências.

    Bjo
    Tânia Bueno

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  7. Oi, Jenny!
    É a primeira vez que leio a respeito da obra, parece algo bem diferente do que vemos por aí em relação a ficção científica, aventura (pra mim pareceu mais ficção científica) e uma pitada de sobrenatural. Gostei da dica!
    Bjos
    Lucy - Por essas páginas

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  8. Olá!
    Parece ser uma história bem interessante, principalmente por ser fantasia e envolver guerras, confrontos, disputas de poder. No momento estou lendo séries parecidas e estou um pouco sem tempo, mas gostei da dica e espero conseguir encaixar na lista de leituras.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  9. Olá Jenny, eu não conhecia o livro, mas pela sua resenha o enredo parece estar bem bacana, a autora soube construir bem esse mundo fantástico e desenvolver seus personagens e disputas *-* Dica anotada, espero poder ter a chance de lê-lo em breve.

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  10. Pra mim quanto mais seres fantásticos melhor! Rs... Nunca tinha ouvido falar desse livro mas adorei, achei muito legal essa idéia da Ruína. Amei saber que a história está bem construída e que você se conectou aos personagens, isso é muito importante pra mim.

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  11. Obrigado! Para mim, ter conseguido despertar tais sentimentos é uma verdadeira conquista!

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