13/09/2018

11 [ RESENHA ] Estado Terminal

Título: Estado Terminal
Autor: Dylan Ricardo
Editora: All Print Editora
Estrelas: 4/5
Livro: Cedido pelo autor

Era uma vez um dedicado leitor que queria ser escritor, pois achava que tinha o que dizer, mas não só isso, ele precisava expor, era muito mais que apenas um exercício de arrogância inconsciente. Era vital. O monstro que lhe habitava as entranhas estava a cada dia mais barulhento e preenchia cadernos com medos, desejos, lembranças e revoltas. Ele queria registrar tudo o que havia vivido, precisava deixar compiladas suas experiências, como uma marca do que passou durante a existência. Uma prova de que havia vivido.
Ele queria arrancar seus escritos das gavetas e atirá-los ao mundo. Queria tocar em sua obra publicada, pegar nas folhas, sentir o peso das frases, o cheiro do livro e o aguilhão de cada letra. Não lhe bastava mais escrever para si, ele desejava mostrar a todos o que acontecia pelos fumegantes e devastados campos inóspitos do seu cérebro. Queria cuspir, vomitar, arremessar tudo o que lhe carcomia as vísceras. E copulando com a dor, partejou poemas. Cem poemas que compõem esta pequena obra, fruto de noites em claro, de ácidas lágrimas vermelhas, de espelhos quebrados, paredes esmurradas, pulmões nicotinados, garrafas esvaziadas e torturantes lembranças. Caros leitores, bem-vindos ao meu cérebro.
 


Eu sempre gostei de ler poesias, apesar de nunca ter escrito nada do gênero e de não ter dom pra isso haha.
Mas eu acho fascinante o modo que eles têm de transpassar os seus pensamentos para o papel de uma forma tão intensa, profunda e emocionante.
E nessa obra, o autor Dylan Ricardo faz isso com uma verdadeira maestria. Escritor e poeta, Dylan é autor das obras “Um Conto sem Final” e “Cem sonetos e Agonizando”, já próximo de serem publicados e “Do Inferno”, já lançado.

A sinopse deste livro já havia sido o suficiente para despertar a minha curiosidade de conferir todos os pensamentos mais loucos e obscuros do autor, sem deixar de mencionar a urgência que ele teve de expor a nós, leitores. Contudo, a sinopse não havia me preparado para a profundidade da obra haha.

04/09/2018

9 [ RESENHA ] Se não Houver Amanhã

Título: Se não houver amanhã
Autora: Jennifer L. Armentrout
Editora: Universo dos Livros
Estrelas: 4/5
Livro: Cedido pela editora

Lena Wise está sempre ansiosa pelo dia seguinte, especialmente porque está começando o último ano da escola. Ela está decidida a passar o máximo de tempo possível com os amigos, completar as inscrições da faculdade e talvez informar seu melhor amigo de infância, Sebastian, sobre o que realmente sente por ele. Para Lena, o próximo ano vai ser épico — um ano de oportunidades e conveniências. Até que uma escolha, um instante… destrói tudo.Agora Lena não está ansiosa pelo dia seguinte. Não quando o tempo que dedica aos amigos pode nunca mais ser o mesmo. Não quando as inscrições para a faculdade podem ser qualquer coisa, menos viáveis. Não quando há o risco de Sebastian jamais perdoá-la pelo que aconteceu. Pelo que ela permitiu que acontecesse.À medida que sua culpa aumenta, Lena está ciente de que sua única esperança é superar o ocorrido. Mas como é possível seguir em frente quando a existência inteira, tanto dela quanto a de seus amigos, foi transformada? Como seguir em frente quando o amanhã sequer é garantido?
 

Lena Wise é uma adolescente de 17 anos que vive no Estado da Virgínia, especificamente próxima do centro de Clearbrook. Seu sonho é terminar o ensino médio e estudar antropologia na Universidade de Virgínia, pois para ela, havia muitas oportunidades, como trabalhar em investigação forense, em corporações, ser professora e mais. Porém o que ela mais ansiava era trabalhar em museus. Quando não estava na escola, Lena trabalhava como garçonete no Joanna’s- um restaurante antigo, limpo e aconchegante- com o objetivo de abastecer sua poupança para a faculdade, mas ela sempre acabava gastando o seu dinheiro em livros. (Acho que muitos leitores irão se identificar com a Lena haha.)

“Sempre fui uma leitora e li muito, geralmente escolhendo livros com algum tipo de temaromântico e um clássico “felizes para sempre”. Lori costumava tirar sarro de mim sem pararpor causa disso, alegando que eu tinha um gosto cafona para livros, mas eu não ligava. Pelomenos não tinha um gosto pretensioso em matéria de literatura como o dela, e às vezes eu sóqueria… não sei, fugir da vida. Mergulhar de cabeça em um mundo que lidava com questõesda vida real para abrir meus olhos, ou em um mundo que fosse alguma coisa, algocompletamente irreal. Um mundo de feéricos guerreiros e clãs de vampiros à espreita. Queriaexperimentar coisas novas, e sempre, sempre, chegava à última página me sentindo satisfeita.Porque às vezes os finais felizes só existiam nos livros que eu lia.”

 Lena se achava positivamente sem graça, pois na realidade, ela lia mais do que conversava com as pessoas e era obcecada pelo History Channel e por programas como Aliens Antigos. E apesar de ser considerada uma nerd por suas melhores amigas, Abby, Megan e Dary, Lena descobriu que amava jogar vôlei na escola, e embora não fosse tão boa assim, ela se divertia quando estava na quadra. E com muito foco e dedicação, ela teria a chance de ganhar uma bolsa na Universidade de Virgínia.

29/08/2018

19 [ RESENHA ] O Clube dos Jardineiros de Fumaça

Título: O Clube dos Jardineiros de Fumaça
Autora: Carol Bensimon
Editora: Companhia das Letras
Estrelas: 4/5
Livro: Cedido pela editora

Em um cenário formado por coníferas milenares, estradas sinuosas e falésias, a região californiana do Triângulo da Esmeralda concentra a maior produção de maconha dos Estados Unidos. É lá que o jovem professor brasileiro Arthur busca recomeçar a vida, depois dos acontecimentos que o levaram a deixar Porto Alegre. Aos poucos, ele se insere na dinâmica local e passa a fazer parte de uma história que começa com a contracultura dos anos 1960 e se estende até o presente. À vida de Arthur e daqueles com quem estabelece vínculos — o atormentado Dusk, a solitária Sylvia, a indecisa Tamara — mistura-se a de personagens reais que participaram do embate que levou à descriminalização do uso da maconha, fazendo deste um poderoso romance panorâmico. Cruzando história e ficção, com uma linguagem original e ousada, a meio caminho entre Brasil e Estados Unidos, Carol Bensimon compõe em O clube dos jardineiros de fumaça um brilhante retrato da geração hippie e de seu legado.
 

“-Você acha que o tempo está passando mais devagar ou mais rápido ou, de alguma maneira, diferente do normal? -Não parece diferente do normal. Só que… só que eu meio que perco a noção. Não sei se é cedo ou tarde… -Imagine que você tenha que se levantar e ir para o trabalho agora. Como você faria? -Eu acho que eu não daria a mínima para isso. -Bom, imagine que este lugar esteja pegando fogo.-Ia ser engraçado. -Ia ser engraçado? Você acha que teria o ímpeto de se levantar e sair daqui, ou você simplesmente ia ficar assistindo?-Eu não sei. Não me parece que o fogo represente nenhum perigo neste momento… tudo parece engraçado no Exército. -Tudo que as pessoas dizem parece um pouco engraçado… -É como se você estivesse de bom humor e pudesse rir de qualquer coisa? -Isso… é como sair com um monte de gente e daí todo mundo ficar rindo, todo mundo ficar só—
-Fazendo farra? -Aham. E tudo parece engraçado. -Você faria isso de novo? Faria esse teste de novo?-Aham. Claro. Eu não ia me importar nem um pouco.”

Arthur Lopes sempre foi um homem quieto e solitário, seu hobby desde a adolescência consistia em fumar maconha no escuro do seu quarto com seu único amigo, Fernando, ao som de rock clássico. No entanto, na sua vida adulta ele se tornara um respeitado professor de história na sua cidade em Porto Alegre, e apesar de sempre divagar sobre o quão comum e monótona era sua vida, um acontecimento o faz tomar uma decisão que mudará a sua vida de uma maneira que ele nunca imaginou.

Após ser preso por plantar maconha na estufa da casa de seus pais, Arthur não apenas perde o emprego como professor na escola onde lecionava, mas também perde qualquer oportunidade que ele poderia ter nesta profissão. Decidido a recomeçar a sua vida, Arthur se muda para a Califórnia, especificamente no Condado de Mendocino, por conter áreas amplas para o plantio da maconha. Mendocino Humboldt e Trinity formavam a região conhecida por Esmerald Triangle, o lugar de onde saía boa parte da maconha consumida no país. A referência à esmeralda veio do formato que os pés de maconha têm quando vistos de um helicóptero.

Em 1996, a maconha medicinal fora legalizada na Califórnia, de modo que ninguém precisava mais esconder os pés de suas propriedades. Nos dias atuais, não apenas a comunidade hippie tem interesse por esse material, mas também a maioria das pessoas em Mendocino vendia para o mercado ilegal, chamando atenção da polícia, que só poderia ser silenciada se também fosse compensada. Com isso, as pessoas desta região tornavam-se mais misteriosas em relação a esse assunto.

27/08/2018

14 [ RESENHA ] Quando a Escuridão Bate à Porta

Título: Quando a Escuridão Bate à Porta
Autora: Ge Benjamim
Editora: Sinna
Páginas: 186
Estrelas: 5/5
Livro: Cedido pela editora- pdf

Quando as pedras no caminho impedem a travessia e as sombras da depressão engolem as almas atormentadas, resta apenas o desespero dos inocentes e o verdadeiro filme de terror se inicia.As feridas abertas causam dores insuportáveis, deixando somente lágrimas e, no fim, a sombra da morte encerra toda a luz interior. Na coletânea de contos “Quando a escuridão bate à porta”, cada escritor expressa bem estes sentimentos com personagens instigantes à espera de alguém para levá-los a um banho de sol.


Confesso que essa foi uma das leituras mais difíceis, profundas e emocionantes para mim neste ano. E não teria como eu resenhar esta obra sem contar um pouquinho da minha experiência de vida com essa doença tão cruel, que surge do nada e te consome de uma maneira tão intensa que é como se toda a sua felicidade e desejo de viver tivessem ido embora para sempre. Não apenas com a minha experiência, mas também como esse livro maravilhoso irá mostrar que, é possível sim, vencer a depressão.

Não me lembro exatamente quem ou o quê foi o agente que iniciou toda a minha tristeza, acho que foram alguns acontecimentos bem ruins que ocorreram ao longo da minha vida, mas como eu era bem fechada em relação a falar sobre os meus sentimentos, a tristeza acabou me corroendo por dentro até que eu não aguentasse mais.

Tudo começou em 2015, o primeiro sintoma foi a vontade de não sair da cama, sem fome e sem vontade de fazer qualquer outra coisa a não ser dormir. É como se você não tivesse forças ou vontade de viver. E por que eu teria? Sabia que não iria conseguir mesmo, que era uma inútil e nunca conseguiria realizar meus sonhos! Era isso que eu pensava todos os dias! Esse seria o segundo sintoma, a autopiedade, quando nos desvalorizamos, dizendo coisas negativas sobre nós mesmas. O terceiro é a indiferença e a frieza a tudo e a todos, eu perdi a conta de quantas vezes tratei mal a minha família e uma amiga que vinha me visitar todos os dias. Eu sabia o quão cruel estava sendo com eles, mas não conseguia mudar, foi aí que percebi que precisava de ajuda. E agradeço a Deus por eles não terem desistido de mim, pois eles sabiam que algo estava muito errado comigo.

Mas com o tempo e com a ajuda dessas pessoas, consegui me erguer. E em 2016 comecei a fazer um curso de administração de manhã, pois mesmo tendo o sonho de fazer faculdade, eu ainda não tinha certeza do curso haha e precisava fazer alguma coisa para me distrair antes que isso se realizasse. Eu não tinha o costume de fazer resenhas após concluir leitura, então comecei a fazer isso no início como um hobby ou apenas para expor a minha opinião sobre o livro. Era incrível escrever sobre os livros, cujas histórias me encantavam tanto que eu precisava escrever a minha opinião. Não tinha muitas pessoas que liam, pois eu escrevia no tumblr haha.

E no final de dezembro de 2016, eis que surge uma inscrição para ser resenhista do blog Coleções Literárias, enviei uma resenha do livro Julieta, vocês não têm noção do quanto eu amava aquele livro, gente haha! Em 2017, para a minha surpresa e alegria, fui escolhida pela Taty, administradora desse blog lindíssimo e minha amiga <3, para fazer parte dessa família maravilhosa.     

24/08/2018

10 [ RESENHA ] Herdeira?

Livro: Herdeira?
Páginas: 176
Editora: Mundo Uno
Estrelas: 3/5
Livro: Cortesia da Editora
“Existe extremo perigo em sua justa decisão de reclamar o Trono. Não deve fazê-lo, alteza. Sua maior proteção é não parecer uma verdadeira princesa.”
A jovem princesa Katelin, última descendente da Linhagem de Relana, acatou o aviso: tornar-se Imperatriz a transformaria no próximo alvo daqueles que assassinaram sua família. No entanto, conhecia seus deveres. Não podia abandonar seu povo nas mãos dos inescrupulosos e ganaciosos membros do Conselho.
Se não podia assumir o Trono, encontraria outros meios. Assim, ela e os amigos Lordes passaram a utilizar astúcia, criatividade, inteligência e coragem para sabotar aqueles que estavam destruindo tudo o que seus pais haviam construído.
Agora, como Conselho ultrapassando os limites do bom senso e da ética, Kate e seus Lordes precisarão correr contra o tempo na tentativa de salvar a capital atlante de uma catástrofe colossal.

Uma breve resumo da história:

Katelin se tornou a única herdeira do trono de Relana Reclama de um jeito abrupto.
Sua família foi alvo de um assassinato, deixando a jovem sem ter outra opção a não ser se tornar imperatriz.
"Kate engoliu em seco.
Seus dois irmãos haviam sido príncipes dourados e, ao menor descuido, a aura de Relana os cercava num maravilhoso clarão. Mas eles tinham morrido, e ela decidira não brilhar nunca mais, reprimindo sua luz com tanta força e teimosia que nem tinha precisado de treinamento de controle."
Porém, como ainda tem pouca idade, Katelin tem ajuda da avó e do Conselho para governar.
Tudo ia as mil maravilhas no Castelo, até um belo dia katelin descobre que nem todos são seus reais aliados no governo de sua amada Cidade. Mas talvez ela tenha a chance de defende-la contra essa mortal ameaça.

Senta que la vem a resenha ...
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