23/10/2018

12 [ RESENHA ] O Lado Real do Abstrato

Título: O Lado Real do Abstrato
Autora: Caroline Fortunato
Editora: Selo Talentos
Páginas: 76
Estrelas: 4/5
Livro: Cedido pela autora
Em 2050, o Homem finalmente tem tecnologia apropriada para explorar outros planetas com o fim principal de descobrir se há mesmo vida inteligente por lá. Joaquim, um frio e cético astrofísico brasileiro, se propõe a fazer uma viagem como astronauta de treze anos terrestres à velocidade da luz até o irmão gêmeo da Terra, com a diferença de este possuir uma massa três vezes maior. Romance de tese, o ambiente da história é totalmente distinto com o objetivo de examinar outra população com comportamentos e ideologias reais que normalmente escapariam à nossa imaginação mais abstrata.
 


“O amadurecimento (daquela antiga nebulosa estrela criança) se dá em seu estado de condensação transformando-se em mera luminosidade. Após esse ponto, é submetida a estágios onde só poderá lhe repercutir luzes dos demais astros.”

Joaquim é um homem acostumado a usar suas vestimentas elegantes e ter o seu característico cabelo bagunçado, apesar da boa aparência, o seu interior era totalmente o contrário, pois nele possuía um intenso e amargo vazio. Ele sabia que era sua culpa, mas estava acostumado a essa emoção desconfortável e não faria nada para mudar, pois era orgulhoso demais e não largaria sua solidez em busca de felicidade.

Após sair de uma palestra, totalmente insatisfeito pelo tema e pelo discurso da palestrante sobre as falhas da humanidade, Joaquim caminha de encontro ao seu colega na sede de determinada Agência Espacial, onde uma reunião animalesca acontecia entre os homens presentes.


Segundo a diretora da Agência, as estimativas dos cientistas passados estavam realmente corretas, pois segundo eles, de trinta a quarenta anos, a humanidade encontraria vidas em outros planetas; e isso finalmente acontece. As sondas detectaram bactérias pela primeira vez na história. Descobriram que o planeta em questão, é o irmão gêmeo da Terra, literalmente (temperaturas amenas, rochas e atmosfera própria são alguns exemplos), apenas com uma massa três vezes maior.

22/10/2018

0 [ LANÇAMENTOS ] Editora Letramento - Outubro



De Realidade a Caros Amigos: A Turma do EX-, imprensa alternativa e seu legado 
"Em 2009 um grupo de amigos cria o Instituto Vladimir Herzog (IVH) tendo como uma das suas principais missões a recuperação da história recente do Brasil, além da preservação da biografia de Vladimir Herzog. O lançamento do IVH teve a presença de mais de 2000 pessoas, mostrando como o tema desta história buscava um guardador.
Não por acaso o primeiro projeto do IVH foi a edição fac-símile do Jornal Ex-. Assim como a vida de meu pai acabou violentamente pelas mãos da ditadura, o Ex- também terminava violentamente por fazer simplesmente o seu trabalho – reportar o acontecimento que vitimou meu pai.
Dalva Silveira desenvolveu um estudo único sobre mais esta vítima da ditadura, o Jornal Ex-. Com um trabalho cuidadoso e profundo nos ajuda a compreender a importância da imprensa alternativa e o contexto da época. Foi com muita alegria que acompanhei a defesa de sua tese e pude aprender mais sobre uma época que molda o nosso presente."


Que o Oriente me oriente 
Quando a jovem Jade perde a mãe para um câncer, ela se vê sozinha e vulnerável. Filha única de imigrantes asiáticos em São Paulo, Jade, que já era órfã de pai, é obrigada a se reinventar a partir da dor. Inicia então uma jornada do outro lado do mundo na tentativa de curar o luto, escapar da solidão e descobrir um pouco sobre seus ancestrais e sobre ela mesma. “Que o Oriente me oriente” conta a saga de Jade desde sua partida do Brasil até a chegada ao Tibet de trem, a partir de Xangai. O próprio trem é uma metáfora sobre as contradições da China moderna e a vulnerabilidade da vida, manifestada através de mistérios protagonizados por quem cruza o seu caminho.




Silêncios que ecoam: Corpos, dinâmica e campo gravitacional da Cultura do Estupro 
A ficção muitas vezes se apresenta como uma estratégia lúdica de representação da realidade. Mas, neste Livro-Reportagem, a objetividade jornalística cede espaço para a criatividade da autora, para narrar a história de vida de três homens, que, mesmo estando atrás das grades, continuam tirando a liberdade de suas vítimas; em paralelo, a vida de três mulheres livres, que se encontram presas as duras lembranças de um crime. O único fato comum entre eles e elas é a Cultura do Estupro, suas causas e consequências.

12/10/2018

3 [ RESENHA ] Quando as Estrelas Caem

https://images.livrariasaraiva.com.br/imagemnet/imagem.aspx/?pro_id=9887981&qld=90&l=430&a=-1Título: Quando as Estrelas Caem
Autor: Amie Kaufman e Meagan Spooner
Editora: Novo Conceito
Páginas: 416
Estrelas: 4.5/5
Tarver só tem 18 anos, mas já ocupa o posto de Major e foi condecorado como herói. Lilac é mimada e arrogante, e acha que o mundo existe somente para servi-la. A menina mais rica da galáxia e o guerreiro misterioso. Perdidos em um planeta abandonado, os únicos sobreviventes de um desastre que matou milhares de pessoas sabem que precisam aprender a conviver e não estão certos de que conseguirão voltar para casa um dia.
Juntos, eles enfrentam aparições, vozes fantasmagóricas, coisas que desaparecem e a presença cada vez mais próxima da força desconhecida que ejetou do espaço a nave Icarus.Criando um vínculo que supera o clichê os opostos se atraem , Lilac e Tarver provam que a coragem e a lealdade podem ser muito maiores que o instinto de sobrevivência. Personagens que, de tão imperfeitos, nos fazem torcer por eles.Suspense arrebatador, amadurecimento e um desfecho eletrizante daquelas fantasias que nos cativam e fazem querer compartilhar a história com todo mundo... Quando as estrelas caem é apaixonante.


                  Ganhei esse livro em um evento literário e não sabia muito sobre ele, confesso que escolhi pela capa. Como o nome e a capa já sugerem, esse livro fala sobre vida no espaço.
                Tarver é um garoto de apenas de 18 anos e já tem o posto de major, conquistou suas medalhas em campo e está sendo chamado de herói. Ele está a bordo da nave Icarus. A nave mais segura que existe. E em uma festa ele conhece Lilac, que é filha do homem mais rico do mundo. 

Os dois sentem uma atração no momento em que olham um para o outro. Mesmo um herói, Tarver é pobre e isso acaba sendo um problema para chegar em Lilac. Após um segundo encontro, que ocorre ao acaso, a nave apresenta um problema e os dois se veem indo para uma capsula de segurança para se salvar. Ao serem ejetados da nave, eles caem em um planeta abandonado. Com isso são obrigados a conviver um com o outro e a sobreviver enquanto a ajuda não vem. 

                ”-Eu agradeceria se não fizesse algo com o meu traseiro – respondo, olhando com ódio para ele. – Você não é o Lorde e o Mestre deste planeta, e não é o meu Lorde e nem meu Mestre. Minha opinião é tão válida quanto a sua!”

13/09/2018

13 [ RESENHA ] Estado Terminal

Título: Estado Terminal
Autor: Dylan Ricardo
Editora: All Print Editora
Estrelas: 4/5
Livro: Cedido pelo autor

Era uma vez um dedicado leitor que queria ser escritor, pois achava que tinha o que dizer, mas não só isso, ele precisava expor, era muito mais que apenas um exercício de arrogância inconsciente. Era vital. O monstro que lhe habitava as entranhas estava a cada dia mais barulhento e preenchia cadernos com medos, desejos, lembranças e revoltas. Ele queria registrar tudo o que havia vivido, precisava deixar compiladas suas experiências, como uma marca do que passou durante a existência. Uma prova de que havia vivido.
Ele queria arrancar seus escritos das gavetas e atirá-los ao mundo. Queria tocar em sua obra publicada, pegar nas folhas, sentir o peso das frases, o cheiro do livro e o aguilhão de cada letra. Não lhe bastava mais escrever para si, ele desejava mostrar a todos o que acontecia pelos fumegantes e devastados campos inóspitos do seu cérebro. Queria cuspir, vomitar, arremessar tudo o que lhe carcomia as vísceras. E copulando com a dor, partejou poemas. Cem poemas que compõem esta pequena obra, fruto de noites em claro, de ácidas lágrimas vermelhas, de espelhos quebrados, paredes esmurradas, pulmões nicotinados, garrafas esvaziadas e torturantes lembranças. Caros leitores, bem-vindos ao meu cérebro.
 


Eu sempre gostei de ler poesias, apesar de nunca ter escrito nada do gênero e de não ter dom pra isso haha.
Mas eu acho fascinante o modo que eles têm de transpassar os seus pensamentos para o papel de uma forma tão intensa, profunda e emocionante.
E nessa obra, o autor Dylan Ricardo faz isso com uma verdadeira maestria. Escritor e poeta, Dylan é autor das obras “Um Conto sem Final” e “Cem sonetos e Agonizando”, já próximo de serem publicados e “Do Inferno”, já lançado.

A sinopse deste livro já havia sido o suficiente para despertar a minha curiosidade de conferir todos os pensamentos mais loucos e obscuros do autor, sem deixar de mencionar a urgência que ele teve de expor a nós, leitores. Contudo, a sinopse não havia me preparado para a profundidade da obra haha.

04/09/2018

10 [ RESENHA ] Se não Houver Amanhã

Título: Se não houver amanhã
Autora: Jennifer L. Armentrout
Editora: Universo dos Livros
Estrelas: 4/5
Livro: Cedido pela editora

Lena Wise está sempre ansiosa pelo dia seguinte, especialmente porque está começando o último ano da escola. Ela está decidida a passar o máximo de tempo possível com os amigos, completar as inscrições da faculdade e talvez informar seu melhor amigo de infância, Sebastian, sobre o que realmente sente por ele. Para Lena, o próximo ano vai ser épico — um ano de oportunidades e conveniências. Até que uma escolha, um instante… destrói tudo.Agora Lena não está ansiosa pelo dia seguinte. Não quando o tempo que dedica aos amigos pode nunca mais ser o mesmo. Não quando as inscrições para a faculdade podem ser qualquer coisa, menos viáveis. Não quando há o risco de Sebastian jamais perdoá-la pelo que aconteceu. Pelo que ela permitiu que acontecesse.À medida que sua culpa aumenta, Lena está ciente de que sua única esperança é superar o ocorrido. Mas como é possível seguir em frente quando a existência inteira, tanto dela quanto a de seus amigos, foi transformada? Como seguir em frente quando o amanhã sequer é garantido?
 

Lena Wise é uma adolescente de 17 anos que vive no Estado da Virgínia, especificamente próxima do centro de Clearbrook. Seu sonho é terminar o ensino médio e estudar antropologia na Universidade de Virgínia, pois para ela, havia muitas oportunidades, como trabalhar em investigação forense, em corporações, ser professora e mais. Porém o que ela mais ansiava era trabalhar em museus. Quando não estava na escola, Lena trabalhava como garçonete no Joanna’s- um restaurante antigo, limpo e aconchegante- com o objetivo de abastecer sua poupança para a faculdade, mas ela sempre acabava gastando o seu dinheiro em livros. (Acho que muitos leitores irão se identificar com a Lena haha.)

“Sempre fui uma leitora e li muito, geralmente escolhendo livros com algum tipo de temaromântico e um clássico “felizes para sempre”. Lori costumava tirar sarro de mim sem pararpor causa disso, alegando que eu tinha um gosto cafona para livros, mas eu não ligava. Pelomenos não tinha um gosto pretensioso em matéria de literatura como o dela, e às vezes eu sóqueria… não sei, fugir da vida. Mergulhar de cabeça em um mundo que lidava com questõesda vida real para abrir meus olhos, ou em um mundo que fosse alguma coisa, algocompletamente irreal. Um mundo de feéricos guerreiros e clãs de vampiros à espreita. Queriaexperimentar coisas novas, e sempre, sempre, chegava à última página me sentindo satisfeita.Porque às vezes os finais felizes só existiam nos livros que eu lia.”

 Lena se achava positivamente sem graça, pois na realidade, ela lia mais do que conversava com as pessoas e era obcecada pelo History Channel e por programas como Aliens Antigos. E apesar de ser considerada uma nerd por suas melhores amigas, Abby, Megan e Dary, Lena descobriu que amava jogar vôlei na escola, e embora não fosse tão boa assim, ela se divertia quando estava na quadra. E com muito foco e dedicação, ela teria a chance de ganhar uma bolsa na Universidade de Virgínia.
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