Título: A Morte de César
Autor: Barry Strauss
Páginas: 336
Editora: Seoman
Estrelas: 5/5
Livro: Cedido pela Editora
Graças a Shakespeare, a morte de Júlio César se tornou um dos assassinatos mais famosos da história. Mas o que realmente aconteceu é ainda mais arrebatador que a ficção. Nesta investigação histórica, Strauss, mestre em História Clássica, nos revela detalhes surpreendentes, mostrando ao leitor que o assassinato foi uma operação paramilitar cuidadosamente planejada, uma conspiração de generais organizada com precisão. Brutus e Cassius foram, realmente, figuras chave; mas eles contaram com a colaboração de um terceiro homem, Decimus, um dos mais importantes generais e amigo íntimo de César. Foi Decimus - e não Brutus - o verdadeiro traidor. Como consequência desses eventos, a amada República Romana veio a se transformar no Império Romano. Com aguda percepção histórica e o ritmo de um filme de ação, "A Morte de César" proporciona uma nova e original perspectiva sobre o assassinato que mudou o curso da História do mais poderoso império do Mundo Antigo.

Essa não é apenas uma narrativa sobre o assassinato de um
dos homens mais importantes da História, mas também é um relato realizado pelo
autor Barry Strauss - um especialista em história militar da Antiguidade- que
analisara de forma detalhada através de fontes de evidências que antecederam e
que podem ter dado início à conspiração e ao ato do assassinato contra o
Ditador Júlio César.
“Com olhos escuros, eloquentemente persuasivo, sensual e violento, César possuía uma suprema habilidade prática. Ele a empregou para mudar o mundo, arrebatado por seu amor a Roma e seu desejo de dominação.”
A narrativa inicia-se em Agosto de 45 a.C onde uma procissão
entrava na cidade de Mediolanum, a Moderna Milão. Duas carruagens lideravam o
cortejo, na primeira delas estava o Ditador Gaius Julius Caesar, resplandecente com sua vitória sobre as forças insurgentes na Hispânia (aproximadamente
a atual Espanha). Depois a carruagem de Marcus Antonius – mais conhecido hoje
como Marco Antônio. Ele era o candidato de César para o cargo de um dos dois
cônsules de Roma no ano seguinte, o mais alto posto entre as autoridades
públicas depois do Ditador. Atrás dele vinha o protegido de César, Decimus,
recém-saído de um mandato como Governador de Gália (a atual França). Por
último, mas não menos importante, estava Gaius Otavius, ou Otávio. Aos
dezessete anos, sendo sobrinho- neto de César, ele já era um homem de tamanha
importância que não se poderia ignorar e muito menos subestimar.







