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14/11/2017

12 [ RESENHA ] Anjos de Vidro

Título: Anjos de Vidro
Autor: Hermano José de Almeida
Editora: Penalux
Páginas: 157
Estrelas: 4/5
Livro: Cortesia da Penalux
A sabedoria por trás do obscuro em romance autobiográfico 'Anjo de Vidro'Relato de um escritor que sabe retratar de forma inteligente e criativa fatos de sua vida com muito bom humor, ainda mesclando assuntos de grande relevância para a atualidade. O autor convida todos a acompanhá-lo nessas páginas autobiográficas, as quais aleatoriamente renderão afiadas reflexões e, de quebra, boas risadas. Ao mesmo é uma obra dolorosa, forte, intensa.

Anjo de Vidro é livro complexo que vai muito além do que costumo ler, da minha capacidade de opinar hahaha.

Um livro completamente complexo (já falei isso né¿), mas cheio de humor, muitas citações de música, cinema, banda, personagens, artistas, enfim... muito elaborado com uma grande pegada poética.

Dá para claramente percebermos que o autor é alguém muito culto, inteligente e humorado. Uma leitura muito fluida principalmente pela simplicidade das palavras das palavras rimadas embora complexas.

Tudo começa com uma fratura no fêmur ao personagem protagonista, ele é acompanhado por sua amiga imaginária Aline durante todo o processo de internação no hospital, diagnostico, raio-x, cirurgia, etc...

13/11/2017

40 [ RESENHA ] Metáforas do Amanhã

Título:  Metáforas do Amanhã
Autor: Mirtes Waleska
Editora: Penalux
Páginas: 72
Estrelas: 4/5
Livro: Cortesia da Penalux
Mirtes Waleska sulpino, poeta do cariri paraibano, prepara-se para lançar um novo livro de poesias. METÁFORAS DO AMANHÃ. São alguns poucos poemas, que podem se multiplicar ou diminuir até o momento decisivo da publicação.É o segundo livro de Mirtes, o primeiro, "Versos Expressos", lançado em 2008, já para sair para o mundo, para as mãos e os olhos vorazes dos leitores. O tema, (qual o tema?) é o mesmo: o amor, as vicissitudes, as explosões, as alegrias, as tristezas do amor...Esse é o segundo livro de poesias que eu leio esse ano e devo dizer que estou orgulhosa de mim, pois fazia muito tempo que não tinha contato com poemas e poesias.


Em metáforas do amanhã encontramos poemas intensos, profundos, como esse:

“Na minha poesia
Cabem todas as palavras
Mesmo aquelas 
Escondidas
Sujas,
Malditas,
Indecifráveis
Numa ruptura
Louca
Entre o poeta
Lírico
E o poeta
Lítico
À la Drummond.
Na minha poesia
Cabe a candura
O beijo
O segredo
O orrrrgasssssmo
O tesão,
O prazer,
Na minha poesia
Cabe a loucura
Freud,
Frida,
Calo,
Grito,
Engasgo,
E sopro
A dor
Até morrer...”



Poemas delicados e dramáticos:

04/10/2017

22 [ RESENHA ] Da Poesia, Fez-se Flor

Título: Da Poesia Fez-se Flor
Autor: Juliane Rodrigues
Editora: Penalux (prosa)
Páginas: 102
Estrelas: 5/5
Livro: Cortesia da Editora Penalux

Para nos desacorrentar da árdua tarefa da rotina é preciso, primeiro, conceder liberdade ao nosso próprio interior. Quando estamos livres, podemos nos preencher com o que a vida nos oferece de mais bonito: o amor, a paz, a fé e os detalhes. Então, nosso caminho floresce e os nossos passos são perfumados, enchendo nosso íntimo de sossego.
Carregada dessa leveza e com a alma enfeitada com o verbo amar, Juliane Rodrigues, em “Da poesia fez-se Flor”, nos convida a ver o outro lado da moeda, a refletir sobre nós mesmos e a ouvir,
calmamente, o que o nosso coração tem a dizer. Com textos breves, delicados e recheados de sentimentos, a autora nos leva a acreditar em amanhãs melhores e faz com que resgatemos o que deixamos escapar, aos poucos, pelo sufoco dos dias. Ela nos oferece um jardim inteiro
porque sabe, exatamente, que as nossas borboletas precisam de pouso.


Quando o livro chegou aqui em casa, bateu aquele mini desespero, eu já sabia que seria um desafio resenhá-lo.  E ao terminar a leitura tive certeza, então saibam que dei o meu melhor.   
Da poesia, fez-se flor é um livro lindo que fala de amor de uma maneira delicada. Sabe quando você precisa sair de uma ressaca literária terrível? Esse é o livro perfeito para isso.
Todas poesias tem uma vibe bem positiva, otimista, cheia de amor, alegre que te faz se sentir em paz... Foi justamente esses sentimentos que senti ao fechar o livro. 


De certa maneira as poesias são um tipo de autoajuda, cheio de conselhos, tipo aqueles de amigo... mãe. Ler esse livro foi como se estivesse lendo uma carta de uma pessoa muito, muito próxima a mim... Uma pessoa amada, conselheira, que se preocupa com meu bem estar. Me senti amiga da autora, uma amiga importante. 

Li algumas das poesias para meu filhote enquanto a chuva caída lá fora e foi uma sensação de paz, tranquilidade... ele dormiu ouvindo aquelas palavras positivas cheias de amor.
Nesse livro encontramos promessas daquelas que fazemos no altar para a pessoa amada, promessas de amor... cuidado. Uma das poesias que mais amei.

“Eu prometo cuidar do nosso amor,
Te dar o melhor de mim,
Te dar o que eu tenho de mais bonito!
Prometo
Cuidar de você,
Sorrir com você,
Chorar com você,
Te fazer feliz.
...Todos os dias das nossas vidas.”

Também encontramos orações, lindas por sinal... tocantes.

“Livrai-me, Senhor,
De tudo que for vazio de bom humor,
Otimismo e amor.
Livrai-me também
Da maldade dessa gente
Disfarçada de sorrisos.”

23/09/2017

11 [ RESENHA ] O Porta-Retrato

Título: O Porta-Retrato
Autor: Letícia Palmeira
Editora: Penalux (Contos)
Páginas: 82
Estrelas: 4/5
Livro: Cortesia da Editora Penalux
O Porta-retrato é uma coletânea de sete contos, nos quais Le­tícia Palmeira explora a temática do amor. Não o amor sere­no, tranquilo, ingênuo, previsível, das flores e das cartas. Mas o amor verdade, em suas entranhas, em sua interface com tantas outras amarras do ser humano: a loucura, a posse, a introspec­ção, o autoritarismo.Mas não pense o leitor, amante de contos, que será capaz de predizer qualquer coisa. Não, não será. Parece que dominamos o enredo, mas o verdadeiro encanto na obra de Letícia está em nos surpreender, extirpando-nos a tentativa de prever cada um dos seus desfechos.

Li poucos livros de contos em toda minha vida, posso até mesmo contar nos dedos. E quando a editora Penalux me presenteou com o livro O Porta- Retrato vi uma oportunidade de conhecer melhor esse tipo de obra.
O Porta-Retrato é uma coletânea de  sete contos que falam de um tipo de amor, um tipo diferente do amor que estamos familiarizados. Um amor que leva a loucura, ao autoritarismo, a insanidade.
Nesses sete contos vamos conhecer personagens doentios, loucos, complexos.



No primeiro conto Olívia vamos conhecer uma mulher solitária que se apaixona por seu vizinho de apartamento sem nunca ver seu rosto, apenas seus bonitos sapatos. Ela começa a enlouquecer quando seu amado vizinho começa a trazer mulheres de saltos alt para o quarto, pôde ouvir com os ouvidos grudados nas paredes o que ele fazia com essas mulheres, mas não era para elas estarem tomando seu lugar...
Olívia então resolve tomar uma atitude, algo horrível, mas que para ela não era nada demais... era liberdade.

25/08/2017

12 [ RESENHA ] Guerra

Título: Guerra
Autor: Guilherme Aniceto
Editora: Penalux
Páginas: 90
Estrelas: 4/5
Livro: Cortesia da Editora
Se desejamos a paz, preparemo-nos para a guerra. A luta, literária ou social, exige que tenhamos a capacidade de compreender as ideias que acompanham a palavra, ou de edificar nossos baluartes onde possamos nos defender com a segurança esperada, e enfrentar o adversário que se oculta nas trilhas sombrias das injustiças. A verve poética de Guilherme Aniceto transcende o inconformismo. Representa no front um grito contra a violação da liberdade, no seu mais amplo sentido,decorrente das mais variadas manifestações do juízo de valor antecipado. Tendo como escudo o seu verso, o poeta demonstra o seu amadurecimento literário ao mesmo tempo em que faz seu protesto contra a atual conjuntura política e social instalada, lamentavelmente, nas sociedades modernas.
 


A poesia é uma forma que todo autor encontra de se expressar e fazer com que o leitor reflita sobre o tema que lhe é proposto. Contudo, essa obra é muito mais do que isso, é também fazer com que ele repense a sua maneira de ver o mundo.

"Ninguém tem pena de nósHoje não há poema.Os livros estão engavetados.As gravatas sufocam.Os telefones soltam a voz.Os grampos amarram os papéis.As redes não descansam.Houve vazamentos.A esperança foi soterrada.
E a pena foi a única a safar-se do trabalho.Em tempo, aposentou-se."


Nessa obra, o autor Guilherme Aniceto procura transcrever todos os sentimentos que estavam entranhados em sua alma para o papel, com o objetivo de lutar pelo respeito, as diversidades e ao livre arbítrio, é claro, de forma poética. Pois segundo ele, essa poesia será uma proposta de renascimento, o começo de outra vida, melhor e maior, um produto da luta contra o preconceito, a intolerância, ao fundamentalismo, a homo-bi-transfobia, ao racismo, à misoginia e a toda forma de opressão que nos imponha limites.
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