Título: As Primeiras Quinze Vidas de Harry August
Autora: Claire North
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 448
Estrelas: 5/5
Livro: Cortesia da Editora
O livro mais intrigante que você pode achar sobre o ciclo da vidaCertas histórias não podem ser contadas em uma única vida. Harry está no leito de morte. Outra vez. Não importa o que faça ou que decisões tome: toda vez que ele morre, volta para onde começou; uma criança com a memória de todo o conhecimento de uma vida vivida diversas vezes. Nada nunca muda... até agora. Ele está perto da décima primeira morte quando uma garotinha de 7 anos se aproxima da cama: “Quase perdi você, doutor August. Eu preciso enviar uma mensagem de volta no tempo. O mundo está acabando, como sempre. Mas o fim está chegando cada vez mais rápido. Então, agora é com você.” Este livro conta a história do que Harry faz em seguida, do que fez antes, e do que faz para tentar salvar um passado inalterável e mudar um futuro inaceitável.

“Escrevo para você.
Meu inimigo.
Meu amigo.
Você sabe, já deve saber.
“Você perdeu.”
Essa introdução me deixou intrigada e ao mesmo tempo ansiosa
para iniciar a leitura, porém já aviso a vocês que este não é um livro fácil de ser lido, devemos
prestar bastante atenção em cada detalhe dessa obra fascinante e ler com muita calma,
senão poderemos facilmente nos perder haha. Mas não se preocupem, pois isso não
faz com que o livro seja menos interessante ou tedioso, pelo contrário, essa
obra é simplesmente incrível! Então, vamos a resenha...
O nosso protagonista se chama Harry August, e infelizmente,
sua vida não fora nada fácil. Filho bastardo de Rory Edmond Hulne, um homem
poderosamente rico e que por conta de mágoa de ter sido traído pela esposa, ele
decide se vingar estuprando Elizabeth Leadmill, a inocente e jovem ajudante de
cozinha da Mansão Hulne. Quando a gravidez começa a aparecer, Rory já havia
voltado à ativa na França onde serviria até o fim da Primeira Guerra Mundial
como um major sem destaque na Guarda Escocesa, enquanto a moça é obrigada a
deixar a Mansão sem sequer uma carta de referência durante o outono de 1918,
por Constance Hulne, a avó paterna de Harry.
Elizabeth morre ao dar a luz num banheiro feminino na
estação de trem de Berwick- upon- Tweed, em 1919 no Ano Novo. Mas para a sorte
do bebê, Prudence e Douglas Crannich, um casal que presenciara o nascimento,
encontra um cartão com o nome e telefone de Patrick August, um homem que
trabalhava para a família Hulne e que iria ajudar Elizabeth a encontrar Rory. O
casal decide contatar Patrick e entregar o bebê à família. Contudo, ao saber do
neto, Constance não dá nenhuma importância, ao contrário de Alexandra, a tia
mais jovem de Harry, que tendo compaixão pelo bebê e sabendo que Patrick e sua
esposa, Harriet, não poderiam ter filhos por conta do marido ser estéril, ela
pede que o casal cuide do bebê como se fosse deles e que todo o mês eles
receberiam uma quantia para ajudar na criação deste, assim como sempre
receberiam seu apoio.
A vida de Harry não era perfeita, mas era boa, pelo menos
até o dia da morte de sua mãe adotiva, por conta do câncer no pulmão quando ele
tinha apenas oito anos. Patrick não consegue seguir em frente e se torna um
homem frio e completamente distante, deixando Harry sozinho na dor de ter perdido tão cedo a mulher mais gentil e amorosa que ele já conhecera. Na sua
juventude, Harry é convocado para combater como soldado da infantaria na
Segunda Guerra Mundial. E anos depois, ele volta para a Mansão Hulne e assume o
posto de Patrick, cuidando do terreno em volta da propriedade até o dia de sua
morte em 1989, o dia da Queda do Muro de Berlim. Para ele, sua vida fora considerada
como medíocre, porém ele irá perceber que ela não era a última.
Na segunda vida, Harry renasce exatamente onde havia
começado, do mesmo modo, no mesmo lugar e na mesma família. Porém, ainda
criança, suas memórias da vida anterior voltam para o seu corpo a plenos
poderes, deixando-o num grande estado de loucura. Confusão, angústia, dúvida e
desespero começam a tomar conta do seu corpo, fazendo com que ele começasse a
berrar em plenos pulmões. E com apenas sete anos, Harry é internado no Hospício
St Margot para os desafortunados, onde no sexto mês de confinamento ele
consegue se jogar de uma janela do terceiro andar, levando-o a morte imediata
pela queda de cabeça.
A pergunta que eu me fiz quando comecei a ler até aqui foi:
Por que isso está acontecendo com ele?








