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16/05/2017

25 [ RESENHA ] As Primeiras Quinze Vidas de Harry August

Título: As Primeiras Quinze Vidas de Harry August
Autora: Claire North
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 448
Estrelas: 5/5
Livro: Cortesia da Editora

O livro mais intrigante que você pode achar sobre o ciclo da vidaCertas histórias não podem ser contadas em uma única vida. Harry está no leito de morte. Outra vez. Não importa o que faça ou que decisões tome: toda vez que ele morre, volta para onde começou; uma criança com a memória de todo o conhecimento de uma vida vivida diversas vezes. Nada nunca muda... até agora. Ele está perto da décima primeira morte quando uma garotinha de 7 anos se aproxima da cama: “Quase perdi você, doutor August. Eu preciso enviar uma mensagem de volta no tempo. O mundo está acabando, como sempre. Mas o fim está chegando cada vez mais rápido. Então, agora é com você.” Este livro conta a história do que Harry faz em seguida, do que fez antes, e do que faz para tentar salvar um passado inalterável e mudar um futuro inaceitável.
 


“Escrevo para você.
Meu inimigo.
Meu amigo.
Você sabe, já deve saber.
“Você perdeu.”

Essa introdução me deixou intrigada e ao mesmo tempo ansiosa para iniciar a leitura, porém já aviso a vocês que este não é um livro fácil de ser lido, devemos prestar bastante atenção em cada detalhe dessa obra fascinante e ler com muita calma, senão poderemos facilmente nos perder haha. Mas não se preocupem, pois isso não faz com que o livro seja menos interessante ou tedioso, pelo contrário, essa obra é simplesmente incrível! Então, vamos a resenha...


O nosso protagonista se chama Harry August, e infelizmente, sua vida não fora nada fácil. Filho bastardo de Rory Edmond Hulne, um homem poderosamente rico e que por conta de mágoa de ter sido traído pela esposa, ele decide se vingar estuprando Elizabeth Leadmill, a inocente e jovem ajudante de cozinha da Mansão Hulne. Quando a gravidez começa a aparecer, Rory já havia voltado à ativa na França onde serviria até o fim da Primeira Guerra Mundial como um major sem destaque na Guarda Escocesa, enquanto a moça é obrigada a deixar a Mansão sem sequer uma carta de referência durante o outono de 1918, por Constance Hulne, a avó paterna de Harry.

Elizabeth morre ao dar a luz num banheiro feminino na estação de trem de Berwick- upon- Tweed, em 1919 no Ano Novo. Mas para a sorte do bebê, Prudence e Douglas Crannich, um casal que presenciara o nascimento, encontra um cartão com o nome e telefone de Patrick August, um homem que trabalhava para a família Hulne e que iria ajudar Elizabeth a encontrar Rory. O casal decide contatar Patrick e entregar o bebê à família. Contudo, ao saber do neto, Constance não dá nenhuma importância, ao contrário de Alexandra, a tia mais jovem de Harry, que tendo compaixão pelo bebê e sabendo que Patrick e sua esposa, Harriet, não poderiam ter filhos por conta do marido ser estéril, ela pede que o casal cuide do bebê como se fosse deles e que todo o mês eles receberiam uma quantia para ajudar na criação deste, assim como sempre receberiam seu apoio.

A vida de Harry não era perfeita, mas era boa, pelo menos até o dia da morte de sua mãe adotiva, por conta do câncer no pulmão quando ele tinha apenas oito anos. Patrick não consegue seguir em frente e se torna um homem frio e completamente distante, deixando Harry sozinho na dor de ter perdido tão cedo a mulher mais gentil e amorosa que ele já conhecera. Na sua juventude, Harry é convocado para combater como soldado da infantaria na Segunda Guerra Mundial. E anos depois, ele volta para a Mansão Hulne e assume o posto de Patrick, cuidando do terreno em volta da propriedade até o dia de sua morte em 1989, o dia da Queda do Muro de Berlim. Para ele, sua vida fora considerada como medíocre, porém ele irá perceber que ela não era a última.


Na segunda vida, Harry renasce exatamente onde havia começado, do mesmo modo, no mesmo lugar e na mesma família. Porém, ainda criança, suas memórias da vida anterior voltam para o seu corpo a plenos poderes, deixando-o num grande estado de loucura. Confusão, angústia, dúvida e desespero começam a tomar conta do seu corpo, fazendo com que ele começasse a berrar em plenos pulmões. E com apenas sete anos, Harry é internado no Hospício St Margot para os desafortunados, onde no sexto mês de confinamento ele consegue se jogar de uma janela do terceiro andar, levando-o a morte imediata pela queda de cabeça.

A pergunta que eu me fiz quando comecei a ler até aqui foi: Por que isso está acontecendo com ele?

20/02/2017

26 [ RESENHA ] Dançando No Ar

Título: Dançando No Ar (Trilogia Da Magia #1)
Autora: Nora Roberts
Páginas: 336
Editora: Bertrand Brasil
Estrelas: 5/5
Livro: Cortesia da Galera Record

Quando Nell Channing chega à encantadora Ilha das Três Irmãs, acredita ter finalmente encontrado um refúgio seguro, longe do relacionamento abusivo e da vida aterrorizadora que levava até oito meses antes. Mesmo nesse lugar silencioso e pacífico, Nell jamais se sente completamente à vontade. Exatamente no momento em que Nell começa a se perguntar se algum dia conseguirá se livrar do medo descobre que toda a ilha está sob uma terrível maldição que só poderá ser quebrada pelas descendentes das Três Irmãs, as feiticeiras que lá se estabeleceram em 1692. Com a ajuda de duas fortes e talentosas mulheres, Nell terá que encontrar o poder para salvar a sua casa, o seu amor e até mesmo a própria vida.



Especificamente no dia 22 de Junho de 1692, na Aldeia de Salém em Massachusetts, três mulheres completamente apavoradas se encontravam em segredo na floresta. Eram chamadas Ar, Terra e Fogo e por conta da ignorância e do delírio de alguns fanáticos, mulheres eram caçadas, julgadas no tribunal e condenadas a forca injustamente culpadas de serem bruxas. Após o ocorrido com Bridget Bishop, uma jovem inocente que mesmo não sendo uma bruxa fora condenada a morte, Fogo prevê o horror do futuro que as aguardavam, pois os aldeões não iriam parar de persegui-las com apenas uma morte, mas mesmo com medo nos olhos ela também possuía determinação. Nenhuma delas havia feito mal algum ao povo da aldeia, se recusavam a mancharem seus poderes pela raiva e pelo ódio. Por isso elas precisavam fugir e abandonar o lar que construíram e começar do zero.


 Mesmo com medo da solidão, as três irmãs, como eram chamadas, tentam tranquilizar umas as outras, pois não importava para onde iriam, sempre estariam juntas. Elas se unem formando um círculo e labaredas surgem da terra formando um anel de proteção em volta, com as chamas aumentando com o vento e as mãos unidas, elas olham para o céu e cada uma começa a recitar sua parte do encantamento. E após recitarem a última parte juntas, enquanto pessoas dormiam em suas casas calmamente sem saberem o que estava acontecendo, uma parte da terra é erguida ao céu e vai de encontro ao mar se transformando não apenas numa Ilha, mas também num refúgio onde as Três Irmãs poderiam ser livres e nenhum mal iria atingi-las ou separá-las... Isso era o que pensavam!

01/09/2016

24 [ RESENHA ] A Vida Como Ela Era

Título: A vida como ela era #1 (Os últimos Sobreviventes)
Autora: Suzan Beth Pfeffer
Páginas: 378
Editora: Bertrand Brasil
Estrelas: 4/5
Livro: Cedido pela Galera Record

Quando Miranda começa a escrever um diário, sua vida é como a de qualquer adolescente de 16 anos: família, amigos, garotos e escola. Suas principais preocupações são os trabalhos extras que os professores passaram tudo por causa de um meteoro que está a caminho da Lua. Ela não entende a importância do acontecimento; afinal, os cientistas afirmam que a colisão será pequena. Mas, mesmo assim, acredita que esse será um evento interessante a se observar, com binóculo, do quintal de casa. Para surpresa de todos, o impacto da colisão é bem maior do que o esperado, e isso altera de modo catastrófico o clima do planeta. Terremotos assolam os continentes, tsunamis arrasam os litorais e vulcões entram em erupção. Em 24 horas, milhões de pessoas estão mortas e, com a Lua fora de órbita, muitas outras mortes são previstas. Os supermercados ficam sem comida, e Miranda e sua família precisam, então, lutar pela sobrevivência em um mundo devastado, onde até a água se torna artigo de luxo.

Que tal ler um diário que relata o fim do mundo?

"Nunca pensei muito sobre o fato de que a Lua que vejo é a mesma que Shakespeare, Maria Antonieta, George Washington e Cleópatra viram. Para não mencionar zilhões de pessoas de que nunca ouvi falar. Todos os Homo sapiens e Neandertais olharam para a mesma Lua que eu olho. Ela também parecia e desaparecia no céu deles."

1° Maio
A vida de Miranda era completamente normal aos dezesseis anos. Trabalhos escolares, provas etc... O que parecia sair da normalidade era o fato de seu pai ter lhe dado a noticia que ela teria um irmãozinho ou irmazinha e que ele e Liza (madrasta de Miranda) gostariam que ela fosse a madrinha da criança. 

18° Maio
Ser madrinha aos 16 anos do próprio irmãozinho ou irmãzinha filha (o) do seu pai com sua madrasta tornou-se algo totalmente normal comparado ao que aconteceu dezoito dias depois.

Todos foram informados que um asteroide iria colidir com a lua, mas que não era algo para se preocupar pois mesmo sendo um asteroide grande a terra não estaria em perigo e este não seria capaz de destruir a lua. 
No dia da colisão, todos estavam fora de suas casas preparados para o espetáculo, mas algo inesperado aconteceu. O asteroide inexplicavelmente retirou a lua de sua orbita natural e esta se aproximou da terra e imediatamente começou o caos.


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