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24/03/2017

20 [ RESENHA ] O Inferno de Gabriel #1

Título: O Inferno de Gabriel #1
Autor: Sylvain Reynard
Páginas: 512
Editora: Arqueiro
Estrelas: 5/5
A salvação de um homem. O despertar da sexualidade de uma mulher.Enigmático e sedutor, Gabriel Emerson é um renomado especialista em Dante. Durante o dia assume a fachada de um rigoroso professor universitário, mas à noite se entrega a uma desinibida vida de prazeres sem limites.O que ninguém sabe é que tanto sua máscara de frieza quanto sua extrema sensualidade na verdade escondem uma alma atormentada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que cometeu e acredita que para ele não há mais nenhuma esperança ou chance de se redimir dos pecados.Julia Mitchell é uma jovem doce e inocente que luta para superar os traumas de uma infância difícil, marcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém importante um homem que viu apenas uma vez, mas que nunca conseguiu esquecer.Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tomado por uma estranha sensação de familiaridade, embora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor numa situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasmas dos quais sempre tentou fugir.Primeiro livro de uma trilogia, O inferno de Gabriel explora com brilhantismo a sensualidade de uma paixão proibida. É a história envolvente de dois amantes lutando para superar seus infernos pessoais e enfim viver a redenção que só o verdadeiro amor torna possível.
 



Mesmo sendo filha única, Julianne Mitchell desde sua infância nunca teve pais amorosos e gentis. Sua mãe, Sharon Mitchell era alcoólatra e desde que se separou de seu pai, Tom Mitchell, estava sempre com um homem diferente todas as vezes que Julia ia visitá-la. Já Tom, nunca estava em casa, pois trabalhava como zelador na Universidade de Susquehanna e também era chefe dos Bombeiros do distrito de Selinsgrove, cidade onde moravam, na Pensilvânia.

Mas Julia nem sempre esteve sozinha, pois sua melhor amiga, Rachel Clark, e sua família sempre a acolheram. A mãe de Rachel, Grace Clark, sempre a amou como se fosse sua própria filha principalmente após Sharon falecer. Porém, também havia uma pessoa em especial de quem ela sempre ouviu falar muito bem, até roubou uma foto sua no quarto da amiga para olhá-la sempre que quisesse, ansiando conhecê-lo um dia. O irmão adotivo de Rachel, Gabriel Owen Emerson.  E quando ela tinha 17 anos, esse dia finalmente chega quando Grace a convida para um jantar, e mesmo após um acontecimento muito ruim, Julia o encontra no quintal dos Clark e sente que Gabriel não é apenas um homem lindo de 27 anos com problemas internos, mas também era doce, gentil e atencioso.

  "– Você é Beatriz.
  – Beatriz?
 – Beatriz, de Dante.
Ela ficou vermelha.
– Não sei quem é.
Gabriel deu uma risadinha, seu hálito quente contra o rosto dela enquanto esfregava o nariz em sua orelha.
– Eles não lhe contaram? Não disseram que o filho prodígio está escrevendo um livro sobre Dante e Beatriz?
Quando Julia não respondeu, ele levou os lábios até o topo de sua cabeça e pousou um beijo suave em seus cabelos.
– Dante era um poeta. Beatriz era sua musa. Ele a conheceu quando ela era muito jovem e a amou a distância a vida inteira. Beatriz foi quem o guiou pelo Paraíso.
Julia estava com os olhos fechados ouvindo sua voz, inalando o perfume que emanava da pele dele. Ele cheirava a almíscar, suor e cerveja, mas Julia ignorou essas distrações e se concentrou no perfume próprio de Gabriel, algo muito masculino e potencialmente perigoso."

Levando-a para o pomar onde ele lhe dera o seu primeiro beijo, onde ficaram deitados e abraçados enquanto ele lhe contava a história sobre Dante e Beatriz. Mas além de Julia ficar encantada pela história de amor dos dois, ela percebe que Gabriel a havia conquistado de uma maneira que nenhum rapaz jamais iria conseguir. Ela já estava apaixonada, assim como ele. Contudo, o amor pelo qual Julia sempre sonhou termina quando ela acorda sozinha no pomar, perdida e desesperada para encontrar seu Dante. Depois de horas, ela encontra a casa dos Clark e vai embora. Sempre esperando e ansiando que ele aparecesse em sua porta, mas ele nunca veio.

23/03/2017

2 [ RESENHA ] A Música do Silêncio

Título: A Música do Silêncio ( A Crônica do Matador do Rei #2.5)
Autor: Patrick Rothfuss
Páginas: 144
Editora: Arqueiro
Estrelas: 5/5
Debaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem.Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios.A música do silêncio é um recorte breve e agridoce de sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história nos oferece a oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de Auri. E nos dá a chance de conhecer algumas coisas que só ela sabe...Neste livro, Patrick Rothfuss nos leva ao mundo de uma das personagens mais enigmáticas da série As Crônicas do Matador do Rei. Repleto de segredos e mistérios, A música do silêncio é uma narrativa sobre uma jovem ferida em um mundo devastado.
 


Antes de começar esse livro, o leitor irá se deparar com um aviso do próprio autor fazendo com que desperte mais ainda a curiosidade de lê-lo. Porém, como o próprio autor assinala, não é uma continuação da história do Kvothe e nem é uma história comum. Iremos conhecer um pouco mais sobre o dia a dia da personagem mais doce, inteligente, gentil, misteriosa e como alguns podem achar, até mesmo um pouco louca, mas isso é para aqueles que não a conhecem de verdade.

Auri mora nos Subterrâneos, e para ela, cada dia possui um nome e tarefas diferentes para se concluir. Por exemplo, há dias de achar, de fazer, de queimar, há momentos em que o dia está tímido ou ás vezes está sendo tão orgulhoso que não quer dar o seu nome. Confuso? Para aqueles leitores que não a conhecem, com certeza!

É uma história onde uma menina magra e pequenina, com cabelos loiros em cascatas, vive sozinha em um lugar, que a primeira vista, pode ser escuro e assustador. Mas não para Auri, que possui uma luzinha que está junto dela desde sempre iluminando o seu caminho com sua cor verde azulada, que ela o chama de Foxen. Ela também é cercada por outros objetos inanimados e os trata com tamanha ternura, mas por que ela se permite morar em um lugar tão estranho e solitário? Não sabemos, seu passado é um mistério, apenas que o ocorrido a havia tornado vazia, triste, quebrada e inalcançável para outras pessoas. Até encontrar Kvothe, que através de sua gentileza, amizade e paciência, havia lhe dado um novo nome que combinasse perfeitamente com ela, como se o sol nunca lhe deixasse, era um nome tão doce e perfeito que não lhe seria um fardo ou uma lembrança do seu passado.

 "Com o coração saltitante de felicidade, Auri tornou a pegar a engrenagem de bronze, sorrindo ao fechar as mãos em torno dela. Mal percorrera metade do caminho de volta ao Manto, ouviu uma sugestão de música."

22/03/2017

24 [ RESENHA ] O Temor do Sábio (Segundo Dia)

Título: O Temor do Sábio ( A Crônica do Matador do Rei #2)
Autor: Patrick Rothfuss
Páginas: 960
Editora: Arqueiro
Estrelas: 5/5
Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens.Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos.Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademriano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos.Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.
 


 *Essa Resenha pode conter Spoiler do Livro Anterior.

Em uma bela manhã qualquer, Bast se encontrava em pleno tédio e após polir a mesa para ter algo para fazer, ele contempla a prateleira de bebidas decidindo tomar alguns goles. E ao provar cada novo sabor, cantava uma canção. Kote estava descendo as escadas e demonstra um olhar mais curioso do que acusatório ao ver seu aprendiz bebendo pela manhã. Os dois começam a conversar sobre Bast, que com sua incrível força por ser um Encantado, havia conseguido impedir o mercenário que estava possuído por Troca- Pele, demônios que podiam possuir um ser humano, na noite passada. Com a morte de Shep, um dos jovens que sempre ouvia as histórias do velho Cob na Pousada, Kote decide que o melhor era tornar o lugar mais seguro para que ninguém mais morresse, e pede para Bast cuidar disso.

Depois de fazer e assar o pão, limpar a lareira, polir o chão e entre outras tarefas. Kote percebe que não tem mais nada para fazer e começa a contemplar sua espada pendurada em um suporte que dizia Insensatez. Lembrando-o de seu passado, ela não era bonita, porém despertava um ar ameaçador a quem a olhasse.

Até que Graham, um dos jovens que visitava a Pousada, bate na porta. Ele fica surpreso por ver que a Pousada iria funcionar normalmente mesmo com o ocorrido da noite passada. Os dois conversam sobre as mudanças quem vem ocorrendo na cidade, era como se a morte estivesse à espreita. Kote com o ar cansado dá um conselho ao rapaz para que se preparasse para o pior, Graham assente e vai embora. Com a morte de Shep, as pessoas começam a ficar mais temerosas, querendo se prevenir fazendo seus testamentos caso a morte os alcançasse.  E como não havia muitas pessoas que preparavam esse tipo de coisa, elas iam para a Pousada Marco do Percurso falar com o Cronista.

Kote continuava com seu olhar triste e distante enquanto preparava as maçãs para fazer uma torta. Músculos de um guerreiro, não de um simples hospedeiro eram visíveis enquanto ele trabalhava. Algumas horas depois, o Cronista está desperto e Bast chega com ramos de azevinho para que pudessem se proteger dos Troca-Pele. O Cronista não estava muito convencido de que iria dar certo e para lhe botar medo, Bast finge estar possuído e o faz correr apavorado. Kote não deixa de achar a situação divertida e ri, Bast fica feliz, pois não via o amigo rir fazia muito tempo. Como recompensa, ele dá o ramo encantado com seu poder para o Cronista se proteger. Porém, ele também o relembra do acordo que fizeram, o Cronista deveria fazer Kote relembrar quem ele realmente é.

21/03/2017

10 [ RESENHA ] O Nome do Vento (Primeiro Dia)

Título:O Nome do Vento (A Crônica do Matador do Rei #1)
Autor: Patrick Rothfuss
Páginas: 656
Editora: Arqueiro
Estrelas: 5/5
 Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.


A história começa na Pousada Marco do Percurso onde se via um grupo de cinco homens reunidos no bar, entre eles estava o velho Cob, como era chamado o senhor que contava histórias e distribuía conselhos. Era Noite de Caedes e enquanto homens bebiam e escutavam a história sobre o Grande Taborlin, um jovem hospedeiro que estando atrás da porta, sorria ao ouvir a história familiar. Naquele lugar, seu nome era Kote. De uma aparência incomum, com seus cabelos vermelhos cor de fogo e olhos verdes luminosos e intensos. Fazia um ano que estava na cidade e mesmo sendo muito gentil e hospitaleiro com seus poucos fregueses, ele era um mistério para todos os cidadãos em Nalgures. 


Enquanto o velho Cob contava a história, um homem entra na Pousada, pálido e coberto de sangue segurando uma velha manta como se protegesse algo. Suas roupas possuíam cortes compridos e retos. Seu nome era Carter, uma pessoa comum e conhecida dos homens presentes no local. O sangue não era dele, mas sim de sua égua que havia sido morta por algo a três quilômetros da entrada da cidade. Seus amigos tentam ser solidários enquanto o velho Cob lhe dá broncas sobre o quão perigoso era andar sozinho por àqueles lugares à noite. Até que Carter se irrita e puxa a manta com força revelando o que havia matado sua égua, uma aranha do tamanho de uma roda de carroça. Enquanto todos se espantavam com a aranha, Kote apenas franzia o cenho.

Distraído, Kote começa a falar consigo mesmo, ele sabia o que era, mas não podia revelar sua sabedoria para que ninguém desconfiasse e ficasse fazendo perguntas sobre seu passado. Mas estava tão intrigado com o ocorrido que acaba falando que o monstro se chamava Scrael. Todos o olham desconfiados, mas por sorte, ele rapidamente desmente dizendo ter sido apenas uma história que ouviu de um mercador.

15/03/2017

20 [ RESENHA ] A Viúva


Título: A Viúva
Autor: Fiona Barton
Páginas: 366
Editora: Intrínseca
Estrelas: 4/5
Livro: Ebook
Sinopse: Ao longo dos anos, Jean Taylor deixou de contar muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. Ela estava muito ocupada sendo a esposa perfeita, permanecendo ao lado do homem com quem casara enquanto convivia com os olhares acusadores e as ameaças anônimas.No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento.
Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.


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Estou quase numa ressaca literária após ler o livro, trata-se de assuntos sérios como pornografia infantil, redes sociais usados sem segurança, problemas psicológicos e o poder da mídia. Em primeiro momento temos uma noção de como cada personagem é, no entanto, ao desenrolar da história a máscara cai revelando como realmente cada um é.

"Eu, a viúva de luto. Ah, conta outra."

A história se desenrola em dois tempos 2006 e 2010; com capítulos curtos narrados em primeira pessoa pela viúva Jean, e em terceira pessoa as personagens: Bob, o detetive; Kate, a jornalista e poucas vezes o marido, Glen. Quando uma garotinha de dois anos, chamada Bella é sequestrada o detetive Bob se empenha o que pode para solucionar o caso e todas as pistas levam a Glen Taylor.

14/03/2017

8 [ RESENHA ] Desnudo

Título: Desnudo
Autor: Thássio G. Ferreira
Páginas: 84
Editora: Ibis Libris
Estrelas: 5/5
Livro: Cortesia do autor
Despido de si, o uno é sempre um outro, de maneira que somente a poesia possa deflagrar tal dinâmica de alteração e pró-criação do existente. A razão entra, sim, no cuidado de revelar a própria emoção poética, sem que a aniquile quando consumada na forma-poema. Dessa consciência, Thássio G. Ferreira se vale: maneja ferramentas sonoras, rímicas, rítmicas. Entre aliterações e assonâncias, não joga as palavras, nem somente joga com elas. O poeta se joga, sim, à palavra como quem “se entrega ao sol do mundo”. Apresentação de Igor Fagundes.
 

Embora, eu nunca tenha conseguido criar nada desse estilo de escrita na minha vida, sempre admirei autores que possuem o dom de criar poesias a cada dia mais inovadoras e fascinantes, que fazem não apenas a mim como a muitos leitores se apaixonarem logo nas primeiras estrofes.

Como o próprio título revela, e também as primeiras páginas do livro, o autor faz uma analogia dizendo que ao longo da sua vida ele construiu retalhos diante si que escondiam o seu verdadeiro eu. E que agora, livre das amarras que ele próprio criou em meio a sociedade, ele finalmente se despe e revela o seu verdadeiro eu. Sem máscaras, exposto e imperfeito em toda a sua humanidade, revelando não apenas o seu interior como também a sua própria emoção poética. 

Estrofe Psicanalítica:
Ando em equilíbrio precário,
segundo minha analista;
e em exílio de mim mesmo,
segundo minha própria poesia.”
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