22/01/2015

[RESENHA] Uma Vida Para Sempre - Simone Taietti




Título: Uma vida para sempre
Autor: Simone Taietti
Editora: novo século
Páginas: 351
Estrelas: 5/5
Livro: cortesia da autora para resenha
"Ethel diz estar morrendo. Contudo, não afirma isso apenas em razão de sua doença. Talvez a única certeza de nossa existência seja a morte, o fato de que ela chega para todos. Mas nem por isso deixa de ser a maior incógnita da vida. Em um hospital, em meio à dor das histórias dos pacientes, Ethel encontrou amigos. Entre passeios em cemitérios, frequentando velórios e enterros de estranhos, ela tenta preparar a si e aqueles que ama, para o que parece estar ali tão próximo, o fim. Entretanto, não esperava enfrentar algumas surpresas que a fizessem duvidar de tal preparação. As estatísticas ruins, a inexorável passagem do tempo. Onde reside a lógica disso que nos arranca pedaços, da súbita inexistência do que outrora era vívido e pulsante? Um corpo que jaz. Palavras que se perdem. A finitude de tudo o que é tão belo talvez seja a maior dor do mundo. Uma vida para sempre é um compilado de desejos, pensamentos e dias. Quanto dura o para sempre? Ethel descobriu."


Confesso que era um pouco preconceituosa com os livros nacionais, mas tudo mudou quando li Uma vida para sempre. Quando a Simone me enviou o livro eu comecei a ler de imediato e as duas primeiras frases me chamou atenção, por se tratar de frases super parecidas.

"A dor é tão necessária como a morte"   -Voltaire

"A dor ensina. A dor protege.[..]"

E logo descobri o porque dessas frases, Ethel tem CIPA (Insensibilidade congênita à dor com Anidrose) ou seja ela não sente dor e também não transpira e por causa desse fato ela não pode ficar muito tempo em contato com o sol ou com o frio, pois seu corpo não consegue estabelecer a temperatura e como ela não consegue sentir a ardência da pele queimando Ethel precisa estar sempre alerta e sempre que ficar muito exposta ao sol precisa equilibrar a temperatura rapidamente, se não ela pode morrer em minutos.
Ethel tem 17 anos e foi adota quando ainda era um bebê e logo os pais perceberam que havia algo errado com ela e foi aí que descobriram a doença, desde então Ethel é cuidada com muita atenção pelos pais, mais precisamente pela mãe já que aos 8 anos de idade ela perde o pai adotivo, esse é o primeiro contato que ela tem com a morte e depois disso Ethel passa a ficar meio que neurótica pela morte (mesmo ela não gostando muito desse termo),
Digo neurótica por coisas desse tipo:

"Você sabia que por muitas vezes é possível encontrar cadáveres em posições diferentes do que aquelas em que foram colocados [..]"

em uma das suas pesquisas, descobre que os portadores da CIPA tem uma expectativa de vida muito curta chegando aos 20 anos e desde então ela vive tentando preparar a mãe para sua partida, tentando fazer com que as pessoas pense sobre a morte e que ela está ali na esquina, só esperando o momento certo para ceifar mais uma vida que não aproveitou o que a vida deixou ao seu dispor.
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